“Foi nesse momento que percebi que era única. Que existem mulheres que não se parecem com nenhuma outra. Não era uma cópia de ninguém, era alguém.”
Quando eu li o (meu) primeiro livro de Valérie Perrin, a leitora em mim ficou encantada e a escritora ficou em admiração. A obra de Perrin é um hino à própria vida e ao amor. Em “Changer l’eau des fleurs” (no original em francês) traduzido por “A breve vida das flores” em português e pelo poético “Fresh Water for Flowers” em inglês; Perrin faz-nos viver, através da doce Violette o que pode acontecer quando conseguimos transformar o sofrimento profundo em beleza. Tal como em “Cem Anos de Solidão” de Gabriel García Márquez, Perrin convenceu-me mais uma vez que todo o sofrimento pode ter um fim e que um dia, também nós, teremos a oportunidade de ser felizes, se apenas a soubermos procurar e agarrar. Na verdade, as possibilidades estão dentro de nós. Somos nós que damos a importância que damos aos acontecimentos das nossas vidas e transformarmos as nossas vidas é possível.
Para mim, um bom autor é alguém que consegue levar-me numa viagem. Não é preciso ser ficção literária, ou um autor que recebeu o Prémio Nobel. Perrin leva-me numa viagem contínua do amor nas suas várias formas: amor entre amigos, entre pais e filhos, entre amores correspondidos, amores impossíveis ou até o amor quando já não o esperamos. Amar é viver, é estar vivo no sentido mais profundo deste milagre que é a vida humana.
Há histórias no livro, ainda que passageiras, que marcam, como a de Olivia e François, dois meios-irmãos que se conhecessem pela primeira vez na escola, ela aluna, ele professor, vinte anos de diferença entre um e outro. Descobrem que são meios-irmãos, mas não podem evitar o seu sentimento, amam-se e descobrem uma maneira de viver o seu amor, à sua maneira.
As histórias de Valérie Perrin são originais, duras, doces e, a cada vez, eu continuo sob o seu encanto.
Um grande obrigado à Valérie Perrin e a todos os outros autores que escrevem, nos ensinam e nos fazem viver tanto.
Esta citação foi traduzida do francês para o português e o inglês com o motor de tradução DeepL.com (versão gratuita)




